[F*.B.N] Vendas de "1984" crescem quase 7.000% após escândalo de monitoramento nos EUA

20:26

Foto de Pierre Beteille.
As vendas de "1984", de George Orwell, aumentaram quase 7.000% em apenas um dia na Amazon, a maior varejista on-line de livros do mundo.
O aumento se segue à revelação, feita na última quinta (6) pelos jornais "The Guardian" e "Washington Post", do gigantesco esquema de monitoramento de dados de telefone e internet realizado ilegalmente pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos --tratado por analistas como uma versão real do Big Brother, o Grande Irmão que tudo vê do livro de Orwell.


Na seção "movers & shakers" do site, que dá a lista dos títulos que tiveram o maior aumento de vendas nas últimas 24 horas, o livro está em quarto lugar, com alta de 6.888%. A obra, cuja primeira edição foi publicada em 8 de junho de 1949, saltou da 12.859ª posição para a 184ª no ranking de mais vendidos do site. (Orra, deve ter no máximo uns 10 livros melhores que 1984 nesses 12.000...)
Uma outra edição, de 2003, que reúne as duas obras mais famosas de Orwell ("1984" e "A Revolução dos Bichos") também entrou para o ranking, na 11ª posição, com alta de 290% nas vendas.

Em "1984", Orwell (1903-1950) cria um futuro distópico em que a sociedade é permanentemente vigiada e controlada pela figura do Grande Irmão.
Na ficção, a vida de cada pessoa é filmada 24 horas por dia, para monitoramento de qualquer ação que possa significar risco ao governo totalitário.
No real e atual esquema para vigiar a vida alheia, o serviço de inteligência do governo americano tem acesso aos servidores das grandes empresas de tecnologia, como Google e Facebook.

Há seis anos, agências de segurança e espionagem dos EUA vasculham mensagens eletrônicas, conversas na rede, arquivos, videoconferências, conexões a computadores de civis --incluindo estrangeiros que não moram no país-- além de rastrearem as ligações telefônicas internas.
O esquema foi revelado no último dia 6, em reportagens publicadas nos jornais "Washington Post" e "Guardian". Após a revelação, o presidente americano, Barack Obama, admitiu e defendeu o monitoramento de dados e telefonemas. A justificativa é o combate ao terrorismo.

Aposto que te deu uma coceirinha de ir ler o livro, né? Então aproveite o "incentivo" e leia esse clássico assustadoramente atual! Pretendo reler em breve pra resenhar aqui. ;)

(Vi lá na Folha de São Paulo) Escritos em cinza, os meus pitacos, haha.

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